sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Opinião: Da difícil arte de ser professor

"Há muito tempo que a profissão de professor em nosso país não ocupa lugar de destaque no ranking das outras profissões. Sim, é triste", afirma Renato Teixeira Costa


Fonte: Gazeta do Povo (PR)

Há muito tempo que a profissão de professor em nosso país não ocupa lugar de destaque no ranking das outras profissões. Sim, é triste. Em vários outros países a profissão de professor é considerada a mais importante, pois é ela que forma opinião, ensina a pensar, a questionar, a ver o mundo de outra forma. Você passa grande parte de sua vida na escola estudando.
Mas o professor da escola regular é o que mais sofre hoje em dia no Brasil. O governo, com sua ânsia por tapear estatísticas de analfabetismo, superlota salas de aula com alunos. Lança-se “bolsa isso” e “bolsa aquilo” para levar o aluno à escola e, com isso, até vemos uma melhora na presença. A escola, dita hoje em dia “para todos”, teve um aumento de alunos; mas e a qualidade? Ah, a qualidade é discutível. Com baixos salários, e com responsabilidades jogadas sobre suas costas, o profissional do magistério muitas vezes não dá conta de fazer o básico, já que, além de professor, ele é babá, psicólogo, às vezes pai, mãe...
Além de trabalhar os três períodos para ter um salário razoável, ainda tem outra jornada em casa, cuidando da família; mesmo assim, ainda não pode se dedicar inteiramente a ela, pois tem de preparar aulas de tantas e tantas séries para o dia seguinte, corrigir trabalhos, provas e redações. Fim de semana na vida de um professor é praticamente uma utopia: tendo tantas coisas para fazer referentes à escola, quase nunca tem tempo pra si mesmo. Muitos profissionais até conseguem esse tempo, mas isso é difícil e vários colegas professores reclamam disso. Com uma vida tão corrida, acabam chegando a suas salas muitas vezes desmotivados pelo cansaço, desrespeito e falta de atenção de alunos que também estão sem ânimo, quase sempre estando ali obrigados por suas famílias, e a aula acaba por não render muito.
Medir forças com a tecnologia hoje em dia é algo estafante. O uso inadequado dos celulares em sala de aula, muitas vezes mais interessantes, atraentes e multitarefas, faz com que a velha lousa e seu astro principal sigam em um monólogo sem graça, não tendo chance quase alguma de vencer essa batalha. Não digo que a tecnologia é ruim – muito pelo contrario, sou até a favor dela –, mas deve haver uma estratégia para que ela faça parte da aula e seja utilizada de maneira produtiva, como um ajudante especial naquela cena em que os atores principais são os alunos e o professor, para que haja um bom resultado.
O professor não é mais o detentor do conhecimento, que só transmite a informação. Hoje sabemos que é uma troca, e essa troca deve ser harmônica. O sistema como um todo não privilegia o aluno, nem muito menos o professor. O sistema quer saber quantos alunos estão em sala de aula, quer saber das estatísticas, não quer saber ou aparenta não querer saber se o aluno tem a habilidade de interpretar e redigir um bom texto, fazer um cálculo, ver as coisas de uma forma contextualizada com sua realidade. O sistema até cobra isso, mas parece não dar incentivo aos maiores interessados nessa história, o aluno e o professor, que muitas vezes, com tantas dificuldades e falta de reconhecimento, acaba abandonando tudo com a ideia de que nada irá mudar.
Os alunos, cada vez mais desmotivados e apáticos, acreditam que nada será diferente e não entendem como tudo aquilo poderá ajudar em seu futuro; basta perguntar a muitos adolescentes do ensino médio o que eles vão querer fazer quando terminar os estudos e para que tudo aquilo servirá: muitas vezes eles não sabem responder.
Acredito que um dia, em breve, este cenário irá mudar, sim. O sistema educacional esta quase em colapso e, quando isso acontecer, algo muito drástico deverá ser feito. Todos deverão estar juntos para a mudança – não só professores e alunos, mas a gestão da escola, os responsáveis pelos estudantes, a sociedade, os governantes, pois não se forma cidadão sem estudo.
Talvez seja isso o que querem os governantes, pois eleitor que não questiona é mais fácil de manipular, mas isso não devia acontecer. Logo, espero ver o professor ser reverenciado como nos países orientais, onde até mesmo os imperadores se curvam diante do professor.

*tecnólogo em Processamento de Dados, estudante de Letras e redator no site Pausa Dramática

País vive 'apagão' na formação de professores

Procura por licenciatura em Português caiu 13% em quatro anos; Educação Física continua no topo da preferência


Fonte: O Globo (RJ)

Os dados do Censo de Educação Superior de 2013 divulgados anteontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmaram uma tendência sombria para o futuro do país: o “apagão de Professores” nas Escolas.
O fenômeno ocorre porque, pelo quarto ano seguido, é cada vez menor a quantidade de estudantes que procuram cursos de licenciatura. Consequentemente, o Brasil tem formado menos Docentes.
O caso mais emblemático é o de Português. Em dez anos, entre 2003 a 2013, o número de matrículas na disciplina no Ensino superior avançou mais de 1000%. Mas, a partir de 2010, tem havido queda. Naquele ano o Brasil tinha mais de 90 mil Alunos matriculados no curso. Em 2013, eram 78 mil, redução de quase 13%.
O cenário é o mesmo para Matemática. Em 2010, eram 82.792 estudantes na área, número que caiu para 80.891, ou 2,3% menos.
Para a Professora da Faculdade de Educação da Uerj Marise Nogueira Ramos, a quedaprogressiva no número de matrículas em licenciaturas, tendência iniciada há quatro anos, se dá por conta da pouca atratividade do magistério. Segundo ela, o salto (e, depois, a queda) verificada em Português se explicam pela maior facilidade de acesso à carreira.
— Somos levados a pensar que vamos nos dar bem profissionalmente em carreiras ligadas às matérias de que mais gostamos na Escola. Isso poderia explicar o aumento maior para Português do que para Matemática. É uma carreira mais fácil para passar no vestibular. Então, o Aluno a usa para migrar para outras áreas dentro da universidade.
QUÍMICA TEVE CRESCIMENTO
A queda no total de matrículas em licenciaturas desde 2010 é ainda verificada em carreiras como Física (-2,9%) e Biologia (-11%). No entanto, houve poucas áreas onde foi registrado aumento no interesse dos estudantes. É o caso de Química, que viu o número de matrículas em licenciaturas subir 5% nos quatro últimos anos.
Os dados do Censo da Educação Superior também confirmam uma tendência de hegemonia da Educação Física entre as licenciaturas. No ano passado, as matrículas para Professor na área foram 51% maiores do que em Matemática, 55% maiores do que em Português, 247% maiores do que em Química e 395% maiores do que em Física.
Especialistas estimam que o Brasil precisará de até dois milhões de novos Professores até 2024 para cumprir as metas do Plano Nacional da Educação (PNE), aprovado este ano.
Hoje em dia, porém, já é comum haver escolas sem docentes com formação adequada. De acordo com dados do Censo Escolar de 2013, chega a 67,2% o percentual de professores dos anos finais do ensino fundamental no Brasil que não têm licenciatura na disciplina que ensinam. No ensino médio, a parcela de docentes sem a formação adequada é de 51,7%.
 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Por que o silêncio do Sindicato dos Professores de Guarabira-PB?

O sindicato da categoria do magistério de Guarabira-PB em alguns momentos foi atuante,mas agora não sei o que acontece e quero saber.

Em alguns momentos fui contra a direção do sindicato por falta de transparência nas receitas e despesas desta instituição. Em outra situação fiquei contra a direção porque em uma negociação para solucionar a elaboração do PCCRs  foi combinado um prazo entre o poder executivo , da época, e alguns membros da direção, e o segundo não cumpriu o acordo verbal. Então, parte da categoria saiu com faixas da cor do partido de uma candidata a prefeita na época para protestarem, sem o conhecimento do acordo feito entre a gestão municipal e a direção sindical.

Neste momento, no município de Guarabira existe um Plano de Cargos Carreiras, Remunerações e Salários ultrapassado e até com prejuízos para a categoria e o sindicato não manifesta posicionamento. Neste momento, no município de Guarabira voltaram a cobrar aula departamental, sem ter estrutura para tal prática, e a direção sindical nada expressa. Neste momento,no município de Guarabira,o PCCRs sofreu uma alteração no ano passado que prejudica o início da carreira dos professores novatos e o sindicato nada fala. O PCCRs do magistério de Guarabira limita muito a possibilidade da qualificação dos professores e mais uma vez o silêncio impera no sindicato da categoria.

Outro ponto interessante em movimentos anteriores dos professores é que existiam os "CAMISAS PRETAS", a maioria, eram pessoas ligadas ao grupo do atual prefeito de Guarabira que na época era oposição, este grupo era formado por pessoas que ocuparam cargos de confiança em gestões anteriores do atual governo, tanto a nível municipal quanto em governo aliado a nível estadual, e agora muitos ocupam cargos em todos escalões da atual gestão municipal. O que aconteceu com a luta pela educação e em favor da categoria?

Acredito que não exista má fé do sindicato dos professores de Guarabira-PB,mas estou curioso e apreensivo com a omissão de quem representa a categoria do magistério guarabirense,já que sou professor do município e membro do sindicato. Por isso, preciso saber o motivo do silêncio e/ou omissão do sindicato dos professores de Guarabira.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Opinião: Ideb = qualidade? Apenas uma cortina de fumaça!

"O Brasil poderia utilizar os dados das avaliações em favor dos alunos. Priorizar a análise do processo e não focar atenção somente no resultado", afirma Carlos Eduardo Sanches


Fonte: Gazeta do Povo (PR)

Divulgados os resultados. E aí, melhorou ou piorou a qualidade da educação? Lá onde o indicador cresceu, todos os problemas estão resolvidos? E nas escolas, municípios e estados que registraram queda, nada foi feito durante dois anos? Não temos a resposta para estas e tantas outras perguntas porque o Ideb não tem essa capacidade.
Discutir qualidade da educação a partir do Ideb seria o mesmo que buscar uma definição da educação dentro de uma fábrica: estipular as tarefas, determinar a programação de ações, focar na execução dos serviços, providenciar a medição dos resultados e, claro, dar atenção especial à aferição do lucro. Acontece que professores não são robôs e os estudantes, tampouco, máquinas. Ao contrário do que alguns possam imaginar, a educação é um direito e não um serviço ou produto. Cada estudante tem um tempo e um modo de aprender, e não há como definir que sua trajetória escolar siga padrões e regras pré-estabelecidos. O ambiente da sala de aula é diferente do chão de uma fábrica; enquanto operários manipulam máquinas, os professores estimulam o desenvolvimento cognitivo de seres humanos.
Se Garrincha estivesse vivo, poderia analisar o resultado do Ideb 2013 com sua maravilhosa frase “esqueceram de combinar com os russos”! Infelizmente, o Ideb surgiu na educação brasileira ao mesmo tempo em que em diversas regiões do mundo abandonavam a política do accountability, com vistas à responsabilização de professores e gestores. Um dos exemplos é a fracassada reforma educacional de Nova York, segundo seus próprios criadores. Avaliação é fundamental no processo educativo, mas provoca desastrosos resultados quando utilizada apenas de maneira gerencial, com foco no estabelecimento de rankings, comparações, na definição de programas de governo, na destinação de abonos salariais.
É preciso reconhecer que o Brasil avançou nos últimos anos na discussão sobre avaliação na educação. Pena que o caminho escolhido foi o errado. A realidade fica mascarada quando um indicador sintético combina informações sobre a aprendizagem de poucos alunos, em apenas algumas áreas, frente às taxas de aprovação. As escolas brasileiras matriculam somente estudantes de 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º do ensino médio? Os alunos frequentam a escola apenas a cada dois anos? Todas as turmas têm mais de 20 alunos? A realidade local, o contexto sociocultural, as ciências da vida e da natureza não fazem parte da formação do cidadão? Onde estão, nesse indicador, a formação inicial e continuada dos professores? E a infraestrutura das unidades escolares? Todos os estudantes têm o mesmo nível socioeconômico? E aqueles municípios que ficaram sem Ideb em 2011 porque tinham implantado o ensino fundamental de nove anos e, naquele momento, não contavam com alunos frequentando o 5º ano? Essa lógica é decepcionante porque está centrada na comparação entre os desiguais. Na educação, dois processos estão presentes: um é o do ensino e outro, o da aprendizagem. É possível ter o mesmo nível de domínio sobre ambas as variáveis? Isso dá para ser traduzido em um número de zero a dez?
Enquanto a realidade é mascarada através do Ideb, os reais problemas da educação brasileira deixam de ser enfrentados. E a cada nova edição comemoramos avanços e nos frustramos com os resultados “indesejáveis”. A visão míope afasta o que de fato acontece na educação púbica. Um exemplo? Queremos educação de Finlândia, mas temos recursos comparáveis a Azerbaijão e Quirguistão. Enquanto os países do meio europeu investem por ano, em cada aluno do ensino fundamental, algo em torno de US$ 7,7 mil, aqui não se alcança US$ 2,5 mil (OCDE, 2010). Esta é a capacidade de prefeituras e governos estaduais. Se apenas os poucos estudantes da rede federal representassem o Brasil no Pisa, nosso país ficaria entre os sete primeiros e não entre os últimos. Isso porque a União, que oferta poucas matrículas, tem capacidade de investir por aluno, a cada ano, valores próximos aos de países europeus.
Inegável que precisamos melhorar a gestão das redes de ensino, e para isso é possível contar com importantes iniciativas. Entretanto, é imprescindível considerar que o novo Plano Nacional de Educação (PNE) determina uma nova sistemática de cooperação entre os entes federados desta República. Não é possível admitir que, de cada R$ 100 arrecadados no Brasil, R$ 57 fiquem com o governo federal, R$ 25 sejam distribuídos entre os 26 estados e o Distrito Federal, e apenas R$ 18 sejam disputados pelos 5,7 mil municípios. O processo eleitoral vai acabar e 2015 chegará. É preciso dissipar essa cortina de fumaça na qual o ente federado que mais arrecada é o que faz o menor esforço de investimento em educação pública: o governo federal participa com somente 19% do total. E as prefeituras, por vezes criticadas e massacradas de maneira injusta, tiram leite de pedra, colaborando com 40% de tudo o que é aplicado em educação, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de 2010.
O Brasil precisará de maior atenção e destinação de recursos para a área se realmente desejar crescer como nação e corrigir as desigualdades. Com o novo PNE, a sociedade civil conquistou o estabelecimento de um padrão mínimo para as escolas públicas por meio do Custo Aluno Qualidade Inicial. E a responsabilidade de o governo federal aplicar mais para alcançar este patamar. Porém, só isso, ou mesmo os recursos advindos do petróleo, tampouco serão suficientes para garantir educação com qualidade para os brasileiros que estão dentro e aqueles que, infelizmente, encontram-se fora da escola. A realidade da carreira docente também tem de ser enfrentada. Uma nação não pode admitir que seu professor da educação básica tenha um salário médio que corresponda a 51% da remuneração dos demais profissionais. A trajetória escolar dos estudantes será impulsionada com unidades escolares em que existam biblioteca, quadra de esporte, laboratórios, equipamentos adequados e necessários, formação e valorização de todos os profissionais da educação.
Esses são apenas alguns pontos que desaparecem da discussão sobre educação quando o Ideb vira prioridade absoluta. Independentemente do resultado das eleições, o Brasil poderia utilizar os dados das avaliações em favor dos alunos. Priorizar a análise do processo e não focar atenção somente no resultado. Informações colhidas sobre o desempenho individual de cada estudante, entregues às escolas e aos professores, permitiriam a reorganização da formação e do planejamento pedagógico. O direito à educação de cada cidadão poderia ser respeitado através das avaliações e não das medições. Porém, se nada mudar, daqui a dois anos, com ou sem atraso na divulgação, virá uma nova cortina de fumaça!
Ah, antes de encerrar: é preciso cuidado na hora de definir o que fazer com os resultados de sexta-feira. Não dá pra esquecer que os dados são dos alunos que concluíram os anos iniciais e finais do ensino fundamental e médio em 2013. Dar remédio para um paciente que já foi embora não resolve!
*Carlos Eduardo Sanches é membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, conselheiro estadual de Educação no Paraná e foi presidente da Undime Nacional

Editorial: Ideb volta a mostrar quadro decepcionante na Educação

"Fica cada vez mais distante o objetivo do governo de atingir, em 2021, o padrão das nações desenvolvidas calculado pela OCDE", afirma jornal


Fonte: Valor Econômico (SP)

Os resultados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb) ajudam a entender a queda do Brasil no ranking de competitividade do World Economic Forum (WEF) e o elevado percentual de 18% de Analfabetos funcionais na população do país.
O Ideb de 2013 mostrou pela primeira vez desde 2005, quando o índice foi criado, que a nota do Ensino médio ficou estagnada e não atingiu a meta nos anos finais do Ensino fundamental (do quinto ao nono ano). Já os Alunos dos anos iniciais do Ensino fundamental (do primeiro ao quinto ano) até superaram a meta.
Fica cada vez mais distante o objetivo do governo de atingir, em 2021, o padrão das nações desenvolvidas calculado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No caso dos Alunos do Ensino médio, a nota ficou estagnada em 3,7 pontos, em uma escala que vai de zero a 10, ponto em que está desde 2009. O padrão da OCDE é 5,2 pontos.
No caso dos Alunos dos anos finais do fundamental houve avanço de 4,1 para 4,2, abaixo da meta de 4,4 do governo e dos 5,5 da OCDE. Apenas os anos iniciais do Ensino fundamental mostraram progresso, com a nota subindo de 5 para 5,2, acima da meta de 4,9 pontos e distante dos 6 da OCDE.
No levantamento anterior o quadro era o mesmo. Há alguns anos o governo aposta que o bom desempenho nos anos iniciais do Ensino iria causar um efeito positivo nos períodos posteriores. O Ensino médio parece ser a etapa mais problemática. Apenas sete dos 27 Estados da União atingiram as metas dessa fase; seis melhoraram, mas ficaram abaixo das metas. Em 16 Estados as notas do Ensino médio pioraram, até nas Escolas particulares.
O governo já prometeu rever o currículo muito carregado e pouco atraente, que estimula um conhecimento enciclopédico e superficial para os Alunos. Mas até agora não houve avanços.
A intenção foi lembrada pelo ministro da Educação, Henrique Paim, sem um prazo para ser convertida em realidade. Como lembrou a doutora em Educação pela PUC do Rio, Andrea Ramal, em entrevista a "O Globo" (6/9), houve cinco ministros da Educação nos últimos dez anos e essa alta rotatividade certamente tem relação com os problemas do Ensino.
Há quem diga que a questão é dinheiro. Relatório da OCDE divulgado ontem informa que o Brasil canalizou para a Educação 19% do total de gastos públicos em 2011, acima dos 13% médios dos países da organização. O valor de gasto por Aluno, no entanto, foi de US$ 2.985, um terço da média dos 34 países integrantes da OCDE, que é de US$ 8.952. É o segundo valor mais baixo entre todos os países da organização, depois da Indonésia. Nos EUA o investimento por Aluno é de mais de US$ 15 mil.
As taxas de matrículas vêm crescendo no Brasil, mas abaixo da média dos países desenvolvidos; e as instituições públicas gastam quatro vezes mais por Aluno do Ensino superior do que do Ensino fundamental, o que também é parte da explicação do estágio da Educação no país.
O governo vende a promessa de que tudo vai melhorar quando o pré-sal estiver em produção e puder destinar os royalties de sua exploração para a Educação, como está previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), que foi aprovado há pouco pelo governo e prevê o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação em 2020, em comparação com 6,4% em 2012. Em artigo publicado no Valor (18/7), o Professor Naércio Menezes Filho calculou em R$ 180 bilhões o valor.
O Professor acha, porém, que dinheiro não é garantia de melhora do aprendizado, lembrando que os royalties do petróleo aumentaram a arrecadação de muitos municípios, que ampliaram o investimento em Educação sem que isso resultasse em melhor desempenho dos Alunos no Ideb. Por isso, elogiou a estratégia do PNE de estimular as Escolas que aumentarem as notas na avaliação.
Os dados do Ideb passaram quase desapercebidos porque foram divulgados no momento em que o noticiário sobre as denúncias do esquema de corrupção na Petrobras causava grandes ondas de turbulência. A verdade é que o tema pouco é lembrado na campanha eleitoral e competiu também com a notícia da Professora esfaqueada pelo Aluno em Curitiba, enquanto escrevia no quadro-negro, e a das crianças sitiadas em hotéis da Cracolândia, em São Paulo, que mostram outras facetas do mesmo problema da Educação. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Benjamin visita lideranças do Conde e se reúne com presidente municipal do Solidariedade

 Benjamin visita lideranças do Conde e se reúne com presidente municipal do Solidariedade



Candidato à reeleição, o deputado federal Benjamin Maranhão, que também é presidente estadual do Partido Solidariedade na Paraíba, visitou lideranças do município do Conde, nesta terça-feira (10) e também se reuniu com Malba, que além de liderança comunitária é também o presidente municipal da legenda no município.

Ao lado do vereador Felipe Leitão (SD) e da deputada estadual Olenka Maranhão (PMDB), Benjamin destacou o crescimento do partido na cidade e agradeceu o acolhimento das lideranças locais em torno de seu projeto de reeleição.

“Nosso trabalho e atuação parlamentar também beneficia o litoral sul do Estado e o município do Conde é uma das nossas prioridades, tanto por sua localização geográfica, quanto por sua importância econômica no desenvolvimento turístico da região”, destacou.

Ainda conforme Benjamin, mesmo recém-nascido, o Solidariedade já tem sua ramificação no Conde, com a instalação do diretório municipal. “Sob o comando e a estruturação do líder comunitário Malba, temos certeza que a legenda brotará frutos não só nas eleições de 2014, mas também nas eleições de 2016, quando deveremos eleger uma bancada representativa na Câmara Municipal do Conde”, falou.

Benjamin Maranhão vai disputar o seu terceiro mandato na Câmara Federal. O parlamentar tem como bandeiras às causas trabalhistas e a prioridade ao desenvolvimento dos pequenos municípios.

“Nosso contato junto às lideranças, entendendo as prioridades de cada localidade, suas necessidades, faz com que nossa atuação parlamentar atenda as prioridades da população de forma célere e responsável e no Conde não será diferente. Ao lado de Malba pretendemos fazer um diretório que realmente faça a diferença e contribua com o desenvolvimento da região”, destacou.

Assessoria de Imprensa

Brasil é o penúltimo em ranking internacional de investimento por aluno

Média nacional, de US$ 3.066, é um terço da verificada nos 35 países pesquisados pela OCDE


Fonte: O Globo Online

Poucos dias depois de o Ministério da Educação divulgar, com atraso, um desempenho decepcionante do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013, o relatório Panorama da Educação de 2014 da OCDE - o clube dos países ricos -, a ser apresentado nesta terça-feira em Paris, mostra que o investimento do Brasil no setor continua muito aquém do desejado. E bem distante da média das nações mais desenvolvidas. Segundo os dados coletados pela organização, o país é o penúltimo entre 35 pesquisados no que toca a investimento por aluno nos ensinos fundamental, médio e superior.
De acordo com o estudo, o gasto médio anual brasileiro por estudante, de US$ 3.066 em 2011, só supera os US$ 625 da Indonésia. Os valores nacionais são inferiores aos de países de renda similar, como Turquia (US$ 3.240), México (US$ 3.286) e Hungria (US$ 5.410) e muito distantes da média de US$ 9.487 do conjunto de países que compõem a OCDE (organização da qual o Brasil não faz parte). No topo da tabela figuram nações como Suíça (U$ 16.090) e Estados Unidos (US$ 15.345).
O relatório da OCDE destrincha ainda os investimentos per capita por segmento da educação. E o resultado tampouco é animador. No que tange ao ensino médio em 36 nações analisadas, por exemplo, o Brasil só ganha de Indonésia e Colômbia em montante empenhado. Nosso valor, de US$ 2.605 por aluno, fica atrás dos de Argentina (US$ 3.184), Turquia (US$ 3.239) e México (US$ 4.034).
ENSINO SUPERIOR RECEBE MAIS
Foi exatamente o ensino médio o que mais enfrentou dificuldades no Ideb de 2013. Pelos números do MEC, apenas nove das 27 redes estaduais apresentaram melhora no indicador em relação a 2011. Segundo os dados da OCDE, há uma enorme discrepância no investimento por aluno quando se comparam os ensinos fundamental e superior brasileiros. Este último tem quatro vezes mais recursos que o outro.
- A disparidade também ocorre porque, no ensino superior, são incluídas despesas com pesquisa e extensão. Mas reflete nosso modelo universitário, que prioriza universidades públicas de excelência destinadas à elite. No final, temos poucas, boas e pequenas instituições de nível superior - explica Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Em resposta ao GLOBO, o MEC afirmou que não é política do governo federal priorizar investimentos na educação superior. O órgão explicou que “anteriormente, a diferença era de 11 vezes mais investimentos no ensino superior do que na educação básica e hoje está em 4 vezes”. A pasta também informou que “o orçamento do MEC antes era 20% destinado à educação básica, hoje está em 50%”.
Questionado sobre a destinação das novas receitas provenientes do pré-sal para a educação, como parte do cumprimento da meta do PNE, o MEC explicou que as verbas serão destinadas à educação básica.
Divulgado anualmente, o Panorama da Educação é um dos relatórios mais abrangentes da OCDE. Como o Brasil é “parceiro” do grupo, a educação nacional é analisada em grande parte dos tópicos do estudo.
50% DE CRESCIMENTO
A OCDE não destacou, entretanto, apenas números negativos para os brasileiros. Entre 2005 e 2011, por exemplo, houve aumento de pelo menos 10% no gasto por aluno em 23 dos 34 países. O crescimento foi superior a 50% em Brasil, Chile, Polônia e Eslováquia. A própria organização ressalta que a base desses países era bem inferior à média.
Os dados do Brasil ficam próximos ao do grupo de países ricos quando se analisa o total de gastos públicos em educação proporcionais ao PIB. Em 2011, as verbas destinadas ao setor representaram cerca de 5,9% do conjunto de riquezas nacionais, algo próximo à média dos membros da OCDE, de 6,1%. O estudo reconhece que o investimento público brasileiro cresceu significativamente na última década, passando de 3,5% para 5,6% do PIB, entre 2000 e 2010.
A tendência deve ser reforçada com a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) neste ano, cuja meta principal é a destinação de 10% do PIB para a educação até 2024. Os recursos do pré-sal devem ser utilizados para cumprir esse objetivo.
- A destinação de 10% do PIB para a educação é emergencial. Houve um atraso histórico no investimento em educação pública no Brasil, que pode ser comprovado quando comparamos a porcentagem da população que frequenta escolas e universidades públicas desde o início do século passado - destaca Rafael Parente, assessor do Movimento Todos Pela Educação - Essa demora em levar crianças e jovens para a escola é comprovada mesmo quando nos comparamos com os países mais pobres da América Latina. Isso significa que ainda temos vários custos que outros países já não têm mais.
PROFESSORES GANHAM MENOS
No Brasil, um professor iniciante da rede pública, que dá aulas nos primeiros anos do ensino fundamental, ganha em média cerca de US$ 10.375 por ano. Esse valor põe o país acima apenas da Indonésia, onde o mesmo profissional tem salário médio anual de apenas US$ 1.560. A média dos países da OCDE ficou em U$ 29.411. No ensino médio, um professor iniciante no Brasil também ganha por ano US$ 10.375, ficando ainda mais atrás da média da OCDE, de US$ 32.255.
O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, não se surpreendeu com o resultado da pesquisa. E afirma que o o docente no país não sofre apenas com baixos salários, mas, sobretudo, com más condições de trabalho.
- Quando estive na direção da Campanha Global pela Educação, visitei países da Europa, como Alemanha e Inglaterra. As condições mais precárias nesses países são o que há de melhor no Brasil - compara. - É importante dizer que o piso salarial do professor de educação básica, que hoje está em torno de R$ 1.700 mensais, sequer foi implementado em todo o país. Essa também é uma questão que precisa ser solucionada.

domingo, 7 de setembro de 2014

POLÍTICA EM ALAGOINHA-PB:É BOA UMA GESTÃO PADRÃO FIFA?

Nos últimos anos e em especial nos últimos meses ouvimos com frequência o termo "Padrão Fifa". Este termo foi usado para expressar que a Copa do Mundo de Futebol seria realizado com alto nível de organização e estrutura. Mesmo assim,  será que o Padrão FIFA é certo? 
O modelo chamado de Padrão Fifa significa a ingerência sobre a soberania de Estados e Nações, com regras que violam a cultura, regras, valores de diferentes sociedades. O estatuto do torcedor foi rasgado durante a Copa do Mundo permitindo consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, o Museu do Índio foi desapropriado, comunidades próximas dos estádios não receberam melhorias que estavam no Padrão FIFA e os mais pobres foram excluídos,porque o Padrão Fifa é para  atender às elites e não ao povão.
No face vi uma postagem que fazia referência ao comentário do prefeito de Guarabira-PB a respeito da administração da sua aliada em Alagoinha-PB, a prefeita que apoia a sua filha para deputada estadual, o comentário era afirmando que a gestão alagoinhense era "Padrão FIFA". Até que o prefeito de Guarabira não errou completamente, pois a gestão no município de Alagoinha , é dura com os mais humildes, procura meios para tirar o pão de cada dia de alguns servidores,como os dos agentes de combate as endemias, não permite o acesso ao estádio de futebol aos que não são aliados da situação e provoca temor aos servidores com a sua presença.

Acredito que o município de Alagoinha-PB, não precisar ter o "padrão fifa", mas ter um modelo administrativo competente, com grandes realizações estruturais e principalmente tratando bem e com dignidade os mais humildes e servidores municipais. Tratar servidor público com dignidade não é apenas pagando em dia os vencimentos,porque pagar em dia é obrigação, tratar o servidor com dignidade é fazer com que o profissional realize suas atividades com tranquilidade e condições apropriadas.

O Padrão FIFA só atende aos ricos e não aos pobres,por isso,não acho adequado este padrão para atender aos alagoinhenses.

Guarabira-PB: Uma prática política que não é do nível do seu povo.

O município de Giarabira-PB, é polo de uma região que aglomera dezenas de outros municípios, o município tem uma grande estrutura educacional, o município tem destaque pelos veículos de comunicação existentes, o município tem um forte comércio,o município tem uma indústria que cresce,o município tem dois deputados estaduais, etc.. Só que falta consciência política de alguns.

Chega a ser espantoso o fanatismo partidário de alguns,já de outros sabemos que é por conveniência. Não sou eleitor de Zenóbio Toscano e nem de Roberto Paulino,apesar de já ter votado em ambos diversas vezes. Então,mesmo sabendo da pouca valia irei expressar algo, os integrantes do governo anterior ou fanáticos partidários ficam torcendo pelo pior e praticando uma política pequena em um município tão importante para a nossa Paraíba. Já,os situacionista ocupantes ou não de cargos de confiança e partidários do atualgoverno estão em silêncio em relação ao erros da atual gestão. Portanto,os correligionários dos Paulinos não conseguem fazer críticas sobre questões importantes e os Zenobistas estão mudos mesmo com tremendas falhas da atual gestão.

Ou seja,o que defendo é que Paulinistas e Zenobistas tirem as traves dos seus olhos , vejam os erros e acertos existentes e que façam críticas ou elogios dentro de uma prática política que respeitem os cidadãos conscientes da região e do município de Guarabira.

Façam e pratiquem uma política grande e não de coisas mesquinhas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Novos caminhos para a aprendizagem

Evento internacional debate futuro da educação hoje e amanhã no Rio


Fonte: O Globo (RJ)


Um Ensino que valoriza a empatia, a paciência e a tolerância. Para a indiana Shukla Bose, essas são características essenciais para educar populações mais pobres. Criadora e líder da Fundação Humanitária Parikrma, Shukla é a primeira conferencista do encontro internacional Educação 360, que acontece hoje e amanhã na Escola Sesc de Ensino médio, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio.
O evento é uma realização dos jornais O GLOBO e “Extra ”, em parceria com Sesc, prefeitura do Rio e Fundação Getúlio Vargas (FGV ), com apoio do Canal Futura. Além de Shukla, o encontro terá conferências magnas do filósofo Pierre Levy, do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), José Francisco Soares, e do antr opólogo Edgar Morin.
CASOS DO BRASIL E DO MUNDO
Com atividades das 9h30 às 20h, a programação do Educação 360 é composta também por mesas plenárias e sessões temáticas que irão provocar o debate sobre desafios e novos rumos para o Ensino. Quarenta experiências bem-sucedidas no Brasil e no mundo serão apresentadas em forma de estudos de caso. São iniciativas individuais ou de instituições que vêm fa zendo adifer ença no aprendizado , como a Escola Meninada do Sertão , no Ceará, que envolve estudantes com o patrimônio arqueológico do Cariri. Ou a de Professore s do Colégio de Aplic ação Jo ão XXIII, em Ju iz de Fora (MG), que criaram uma biblioteca virtual infantil e acabaram premiados pelo governo feder al. As mesas exporão diferentes aspectos do processo educativo. Hoje, o tema “Educação e sociedade” é discutido pelo pesquisador Brian Perkins, da Universidade de Columbia (EU A), Maria do Pilar , diretora da Fundação SM Brasil, e Mozart Neves Ramos, diretor do In stituto Ayrt on Senna. Já a mesa “Grandes tendências para a transformação da Educação” tem o neurocientista José Morais, o Educador José Pacheco, a diretora do Instituto In spirare, Anna Penido, e o Professor Stavros Panagiotis Xanthopoylos, da FGV .
Um olhar mais voltado para a cultura local vai marcar , amanhã, a plenária “Educação de alma brasileira” . Estarão presentes nessa discussão o criador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, Tião Rocha, a gerente-geral de Educação e Implementação da Fundação Roberto Marinho, Vilma Guimarães, e a filósofa Viviane Mosé. Também amanhã, o tema “Mídia e Educação” estará no centro do debate com o jornalista Pedro Bial, o economista Gustavo Ioschpe, o Professor Ismar de Oliveira Soares, da Universidade de São Paulo, e a diretora do Canal Futura, Lúcia Araújo . O evento será transmitido ao vivo pelo site do GLOBO (oglobo.com .br). A programação completa está disponível em www.educacao360.com.
 

Pilões-PB:O vereador Mateus agindo em favor da educação

                                           

                                                     


ESTADO DA PARAÍBA
CÂMARA MUNICIPAL DE PILÕES
CASA DE CARLOS HERMÓGENES DA COSTA LYRA

GABINETE DO VEREADOR ANTONIO MATEUS DA SILVA


                                                                   
     
Requerimento n ___/ 2014


Exmo. Presidente,



                    Requeiro a Vossa Excelência, após ouvido o plenário e com sua aprovação, seja encaminhado oficio a Srta. Prefeita Constitucional desse município solicitando:

               
 Que sejam adquiridos, Televisões, DVD’S, Retroprojetores, Caixas Amplificadas,  Micro system e computadores para as escolas da rede municipal de ensino.



Sala das sessões da Câmara Municipal de Pilões, 18 de Fevereiro de 2014.




Antonio Mateus da Silva
Vereador-Vice Presidente
PSC





JUSTIFICATIVAS:


VERBAL.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

CONACS anuncia apoio à reeleição de Benjamin e reconhece empenho do parlamentar na aprovação do piso nacional dos Agentes de Saúde



A Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (CONACS) homenageou o deputado federal Benjamin Maranhão (SD), essa semana, na cidade de Luziânia, em Goiás, para agradecer o empenho e o esforço do parlamentar na Câmara Federal pela aprovação, nessa legislatura, do piso nacional para os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, no valor de R$ 1014, com jornada de 40 horas semanais.

A aprovação do piso foi uma conquista que beneficiou e mudou a vida de cerca de 260 mil agentes comunitários de saúde e 63 mil agentes de combate a endemias em todo o país.

A homenagem a Benjamin Maranhão foi organizada pela presidente da CONACS, Ruth Brilhante, que fez questão de enfatizar que o deputado federal paraibano foi fundamental na estruturação do projeto e no acompanhamento das audiências e dos debates, até a conquista da inserção da matéria na pauta de votações, que culminou na aprovação unânime da proposta ainda em maio deste ano.

Ruth lembrou que Benajmin ajudou a transformar o sonho dos agentes em realidade e, como ele foi fundamental nessa conquista, os agentes também são unânimes em reconhecer seu empenho como homem público e por isso anunciam, publicamente, apoio ao retorno do parlamentar à Câmara nestas eleições.

“É preciso reconhecer publicamente a participação e o empenho do deputado Benjamim Maranhão para nossa conquista, ele foi um parlamentar que esteve conosco, desde o início, foi o presidente da comissão que culminou na votação do projeto e teve um papel fundamental e sem titubear nós dizemos que ele foi um parlamentar que sempre esteve 100% do lado dos agentes de saúde, nós só temos a agradecer pelo seu empenho”, destacou a presidente CONACS.

Emocionado, mas com o sentimento de dever cumprido, o deputado Benjamim Maranhão destacou que o fato de poder ter contribuído para a melhoria salarial do trabalhador é o que lhe satisfaz como parlamentar, pois essa é a bandeira de luta do Partido Solidariedade e é o comprometimento que ele novamente firma junto à categoria.

Estamos com um peso a menos em relação aos compromissos assumidos, pois havíamos assumido o compromisso de votar nessa legislatura o piso nacional dessa categoria e depois de muita luta, e foram quase três anos de luta, de muitas idas e vindas para incluir o projeto na pauta da Câmara, enfim, conseguimos aprovar esse projeto que fixou um piso nacional para essas duas categorias, ficamos felizes e aliviados de poder mudar a realidade de milhares de famílias”, destacou.
Benjamin recebe apoio da CONACS
Os agentes de saúde são custeados pelo governo federal, que repassa aos municípios o valor de R$ 1.014,00 por agente. Mas, antes da aprovação da lei, eram as prefeituras que decidiam quanto pagar. Segundo a Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, os salários-base variavam de R$ 678 a R$ 950 a depender do município. Com a aprovação da lei, ficou determinado que os agentes deverão receber o valor total repassado em todo o país.

“Nós lutamos para mudar essa realidade, os Agentes de Saúde e de Combate a Endemias agora têm um salário digno garantido em lei federal. Nossa responsabilidade como parlamentar foi cumprida e continuará sendo, ratificamos o nosso compromisso, ao mesmo tempo em que nos dispusemos a ser o elo entre as categorias de trabalhadores e o Congresso Nacional. Podem continuar contando comigo sempre”, declarou o parlamentar.


Assessoria de Imprensa





terça-feira, 2 de setembro de 2014

A minha MÃE é coragem e amor. TE AMAMOS

O dia 02 de setembro é marcado pelo nascimento da minha Mãe. Para falar de uma mãe não é simples,no entanto, a ousadia e o amor me permitem expressar a minha admiração e o amor por esta grande mulher.



A minha Mãe durante todos estes anos foi marcada pela responsabilidade de fazer o melhor para os seus irmãos e irmãs na juventude, quando teve  que sair de Tauá ir buscar o melhor para toda a sua família juntamente com o meu tio João e a minha tia Dete. A minha mãe Dona Neném, como é conhecida em Alagoinha e tratada por seus amigos e familiares, sempre abriu mão dos seus desejos em benefício do melhor para sua família. Em uma época que era difícil ter acesso ao ensino formal ela foi chamada por parentes para estudar em João Pessoa,era o seu sonho terminar os estudos,mas não pode ir porque tinha que ajudar a cuidar dos seus irmão mais jovens,ela é a mais velha dos irmãos e irmãs, depois foi para o Rio de Janeiro para conseguir recursos para possibilitar uma vida melhor para seus irmãos e seus pais, o intuito além de ajudar financeiramente era permitir que seus irmãos mais jovens pudessem  estudar e ter uma vida melhor. A missão de colaborar na formação educacional da família foi cumprida.

A minha Mãe como esposa e no seu papel materno foi e tem sido um belo exemplo. Como esposa sempre apoiou meu pai, até discordava em alguns pontos , dava sua opinião e acabava o apoiando. Como Mãe ela faz o melhor por mim e pelo meu irmão, aconselha, conversa, apoia, compreende e nos incetiva a lutar para realizarmos nossos sonhos. A minha Mãe é uma referência de amor, de luta e de ajuda ao próximo. 
 



A minha Mãe é uma vencedora que saiu de Tauá para ajudar a família, que casou e se dedicou plenamente ao seu casamento e é uma mãe que demonstra o amor por seus filhos com palavras de apoio e também com palavras mais duras para nos orientarmos em nossa caminhada



A minha mãe é um exemplo de superação, de amor, dedicação e de uma vencedora natural. Te amamos!!

 

.